Uma reviravolta judicial impactou os bastidores da política sindical de Campo Maior a poucos dias da eleição da nova diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SINDSERM-CM). O Judiciário concedeu uma liminar que obriga a entidade e sua comissão eleitoral a garantir a participação imediata da chapa de oposição no pleito marcado para o próximo dia 10 de novembro de 2026, terça-feira, das 8h às 17h, na sede do sindicato, localizada na Avenida José Paulino.
A decisão põe fim ao polêmico indeferimento que barrava a Chapa 2, intitulada "Renovação e Transparência: Juntos, Somos Mais Fortes", liderada por Cleudia Maria Ferreira da Silva e Maria Francisca da Costa Lima, mais conhecida como Francys Lima. O grupo havia sido impugnado sob a justificativa de ter ficado incompleto após a desistência de uma suplente. (RELEMBRE AQUI) Contudo, a oposição apontou manobras arbitrárias, acusando a criação de regras restritivas por meio de um regimento aprovado após o fim das inscrições para inviabilizar o registro da chapa opositora.
Ao analisar a urgência do caso para evitar prejuízos irreparáveis ao processo democrático do sindicato, o juiz Carlos Marcello Sales Campos, da 2ª Vara da Comarca de Campo Maior, valeu-se do poder geral de cautela para intervir de forma decisiva. Na decisão proferida em 4 de novembro de 2026, o magistrado deferiu a tutela provisória de urgência determinando a aceitação do substituto indicado, o servidor Manoel Francisco Silva, e a consequente homologação da Chapa 2.
Além de assegurar a inclusão dos nomes da oposição na cédula eleitoral e a participação de seus fiscais na votação e apuração, a Justiça impôs uma multa diária de R$ 1.000,00 por descumprimento injustificado. Devido à competência legal sobre controvérsias de representação sindical, o processo foi remetido para prosseguimento perante a Justiça do Trabalho em Teresina, mantendo-se válida a liminar expedida para garantir o embate direto nas urnas.
POLÊMICAS
A atual presidente do sindicato, Bernadete Silva vem protagonizando inúmeras polêmicas ao fazer ameaças a servidores que não votarem em sua chapa. Num dos áudios vazados, ela disse que o emprego de uma servidora efetiva estaria nas mãos dela. “Seu emprego está nas minhas mãos. Lutei tanto para você ser chamada e ainda hoje há inquérito aberto. Faça bem aí essa carinha de nojo. Reveja sua situação, como foi que você adentrou na prefeitura”, ameaçou a sindicalista. (CLIQUE AQUI E RELEMBRE)
QUATRO MANDATOS
Bernadete Silva está há finalizando seu quarto mandato a frente do Sindicato dos Servidores Municipais de Campo Maior, totalizando 12 anos de mandato.
ZERO TRANSPARÊNCIA
Os servidores filiados contribuem com 1% dos seus salários, mas muitos reclamam da falta de transparência da destinação destes recursos e não há um valor certo do volume administrado. Há quem diga que é algo em torno de R$ 35 mil reais, outros falam que passa de R$ 60 mil reais.
SEM VANTAGEM PARA O SERVIDOR
A oposição relata que grande parte dos servidores reclamam que o sindicato já deveria ter sede própria e até mesmo a estrutura de um clube seguindo o exemplo do sindicato de Barras. O único patrimônio conquistado pela entidade ao longo desse período foi um veículo que, inclusive, há denúncias de uso particular pela presidente.
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