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  18:45

Trump tenta roubar protagonismo ao insistir em ficar no pódio durante comemoração da Espanha na Copa

A cena constrangedora se repetiu: em busca de um lugar na foto — e na história — da Copa do Mundo de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se recusou a deixar o pódio onde a seleção espanhola estava prestes a erguer a taça de campeã, tal como fez com o Chelsea na final do Mundial de Clubes, no ano passado.

O amigo Gianni Infantino tentou tirar Trump da cena, o capitão Rodri esperou pacientemente que ele se afastasse, mas o presidente permaneceu na ponta do grupo, fora do enquadramento principal, tentando transformar a celebração em mais um momento de protagonismo político.

No campo geopolítico, a vitória da Espanha foi uma derrota para Trump, que vive às turras com o premiê Pedro Sánchez e tem no presidente argentino, Javier Milei, um dos mais fiéis aliados na política externa.

A Espanha, ao contrário, foi classificada pelo presidente americano como uma “causa perdida e um parceiro terrível na Otan”.

No último ano, Trump e Sánchez se desentenderam sobre os gastos militares da Espanha e a recusa do premiê em permitir o acesso de forças americanas à suas bases durante o conflito com o Irã. Na Cúpula da Otan, realizada no início do mês em Ancara, Trump subiu o tom e voltou a ameaçar cortar relações com a Espanha.

“Não quero ter nada a ver com a Espanha. Cortem todo o comércio com a Espanha, por favor, incluindo visitas. Nem fale com eles. São pessoas ruins e sem esperança”, declarou numa coletiva.

Neste domingo, como anfitrião da Copa, Trump foi obrigado a encarar o rei Felipe VI, que veio com a família, o primeiro-ministro Sánchez e outros desafetos, como o premiê do Canadá, Mark Carney, e a presidente do México, Claudia Sheinbaum.

O parceiro Milei preferiu confiar na superstição e assistir à final de casa, em Buenos Aires — ritual que acabou sendo infrutífero para o placar.

Trump cumprimenta o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, com Gianni Infantino ao fundo — Foto: REUTERS/Kai Pfaffenbach

Ao chegar ao estádio em Nova Jersey, o presidente americano não escondeu a preferência pela Argentina. No fim da partida, após cumprimentar o rei e o premiê na tribuna de honra, recebeu vaias estrondosas ao pisar no gramado trazendo a taça, acompanhado pelo presidente da Fifa.

Ele optou por ressaltar o equilíbrio da disputa apesar de ter sido dominada pelo time campeão:

"Eu diria que a Espanha jogou melhor, na verdade, mas ambas as equipes jogaram bem", ponderou.

No momento da consagração da equipe vencedora, o presidente também quis participar e repetir o feito do Mundial de Clubes, mas o capitão Rodri parece ter entendido a intenção e postergou a comemoração, aguardando que ele saísse da cena principal para erguer a taça.

No lado oposto do gramado, o time argentino protagonizava seu próprio espetáculo de deselegância, dando as costas para a festa dos campeões — gesto típico de mau perdedor, ao qual o presidente americano parece estar acostumado.

 

Fonte: G1

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