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  10:17

Justiça aponta Tatiana Medeiros como líder de esquema de compra de votos no PI

 Tatiana Medeiros, vereadora de Teresina pelo PSB — Foto: Jonas Carvalho/Portal ClubeNews

Condenada pela Justiça Eleitoral a 19 anos, 10 meses e 7 dias de reclusão, a vereadora Tatiana Medeiros exercia papel de liderança na organização criminosa e de comando político, conforme descrito na sentença proferida nesta segunda-feira (27) pelo colegiado de 1º grau da 98ª Zona Eleitoral de Teresina. Entre os crimes pelos quais foi condenada estão: organização criminosa, corrupção eleitoral, peculato-desvio, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro.

Segundo os juízes que integram o colegiado, nas eleições de 2024, a então candidata a vereadora liderou um esquema que envolveu compra de votos, lavagem de dinheiro e corrupção eleitoral. “Na condição de candidata ao cargo de vereadora nas eleições municipais de Teresina, no ano de 2024, [Tatiana Medeiros] gerenciou um esquema de arrecadação de recursos e de compra de votos, além da prática de ‘rachadinha’, lavagem de dinheiro, corrupção eleitoral e outros ilícitos criminais, com o objetivo de alcançar a sua eleição ao parlamento municipal”, diz trecho da decisão.

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Alandilson Cardoso Passos, namorado da vereadora, também é apontado como líder da organização criminosa, atuando em conjunto com Tatiana Medeiros. “Identificado como um dos líderes da facção criminosa ‘Bonde dos 40’, o ora denunciado atuava como financiador da campanha eleitoral da parlamentar, utilizando-se da prática de crimes eleitorais e financeiros, com o objetivo de assegurar a eleição de Tatiana ao cargo de vereadora, possibilitando, assim, a obtenção de vantagens indevidas em favor da referida ação criminosa”, descreveram os magistrados membros do colegiado.

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Família estava envolvida

Outros réus na ação penal eleitoral são a mãe e o padrasto da vereadora, Maria Odélia de Aguiar Medeiros e Stênio Ferreira Santos. A primeira foi considerada articuladora da base de apoio político, sendo responsável pela coordenação da ONG Instituto Vamos Juntos. A organização, conforme descrito na sentença, teria sido usada como instrumento para recrutamento de eleitores e monitoramento da captação e fidelização de votos em favor da candidatura de Tatiana Medeiros.

Por sua vez, o padrasto, também apontado como integrante da organização criminosa, tinha a função de operador financeiro do esquema. Ele era responsável pelos saques, repasses de valores e intermediações com terceiros, além de participar da estruturação da base de apoio político vinculada ao grupo criminoso.

Ainda no núcleo familiar de Tatiana Medeiros, a irmã, Bianca dos Santos Teixeira Medeiros, e o cunhado, Lucas de Carvalho Dias Sena, atuavam como intermediadores de pagamentos, colaborando diretamente com a operacionalização financeira das atividades ilícitas vinculadas à organização criminosa.

Funcionários da ONG e assessora atuavam no esquema de compra de votos

Também réus na ação penal estavam Bruna Raquel Lima Sousa e Sávio de Carvalho França, funcionários do Instituto Vamos Juntos, responsáveis pelo cadastro e controle administrativo das famílias supostamente beneficiárias da instituição, bem como pelo controle de votos em favor da vereadora Tatiana Medeiros.

Emanuelly Pinho de Melo, assessora com múltiplas atribuições, também atuava junto à ONG no cadastramento de famílias e na intermediação de pagamentos em troca de votos. Na campanha política da parlamentar, auxiliava na organização da agenda, em visitas a lideranças políticas e no controle de votos.

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Fonte: GP1

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