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  13:54

Flávio Bolsonaro descumpre prazo e não entrega passaportes à PF

O senador Flávio Bolsonaro (PL) descumpriu o prazo determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e não entregou o passaporte à Polícia Federal (PF) até as 11h desta terça-feira (27).

A decisão é da noite do domingo (25) em processo em que Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz são investigados por lavagem de dinheiro, em um suposto esquema que envolveria empresas do jurista e bets.

Flávio Bolsonaro também é formalmente investigado em inquérito aberto para apurar a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme "Dark Horse", sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo informações divulgadas pelo blog da jornalista Andreia Sadi, no g1, a PF apura se o senador derrotado nas urnas no último domingo (25) deixou o Brasil, mesmo com a proibição do STF de sair do país.

Um jornal argentino divulgou, durante a madrugada desta terça (27), que o senador teria viajado pela fronteira com Puerto Iguazú, na Argentina.

As autoridades brasileiras estão em contato com as argentinas para verificar se há algum registro de entrada no país vizinho. Até o momento, porém, também não foi identificada nenhuma confirmação de ingresso na Argentina.

A decisão de Moraes incluiu três determinações:
proibição de contato entre Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz;

cancelamento de todos os passaportes brasileiros, incluindo o diplomático, de Flávio Bolsonaro;

entrega em até 24 horas de passaportes que Flávio Bolsonaro tenha de outras nacionalidades.

Flávio negou que deixaria o país

Em um vídeo postado em uma rede social, Flávio Bolsonaro afirmou também que visitou o pai, ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta segunda-feira (26), e que havia sido intimado pela Polícia Federal (PF) a entregar o documento.

"Hoje de manhã eu fui visitar o meu pai. Como vocês sabem, ele está em prisão domiciliar. E, quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele e, no meio da rua, eu fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o país", relatou o senador, no vídeo.

"A decisão do Alexandre de Moraes se baseou numa fala do Eduardo, de 23/10, de que eu deveria deixar o país se eu perdesse a eleição. Eu nunca falei isso. Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é Justiça?", prosseguiu.

O parlamentar afirmou que pretende seguir na oposição ao governo Lula. "Não vamos permitir que isso aconteça. Não vão me calar. Não vão me intimidar. Bora levantar a cabeça e continuar lutando pelo nosso Brasil. Aconteça o que acontecer, não vamos desistir do nosso Brasil.”

Fonte: G1

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