O delegado Francisco Herdeson de Oliveira Bernardo, titular do 1º Distrito Policial de Campo Maior, confirmou, nesta sexta-feira (17), o indiciamento de duas pessoas pela morte do trabalhador Jesus Garcia de Sousa Santos, que morreu após sofrer uma descarga elétrica enquanto atuava na perfuração de um poço tubular.
O acidente ocorreu no dia 29 de dezembro de 2025, em uma fazenda localizada na região do Pé da Serra, zona rural de Campo Maior, no Norte do Piauí.
Inicialmente, a versão apresentada por pessoas que trabalhavam com a vítima era de que Jesus teria sofrido um infarto durante o serviço. No entanto, familiares contestaram essa hipótese e solicitaram a investigação do caso pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Piauí.
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Durante as investigações, o corpo da vítima foi exumado para a realização de novos exames periciais, com o objetivo de esclarecer a verdadeira causa da morte.
Segundo o delegado Herdeson Bernardo, os elementos reunidos ao longo do inquérito descartaram a hipótese de morte natural.
"Abrimos a investigação para apurar os fatos e, durante as diligências, surgiram diversos indícios de que não se tratava de uma morte natural. Foi realizada a exumação do cadáver e, após a conclusão dos exames e das demais provas, finalizamos o inquérito", afirmou.
Com a conclusão da investigação, a Polícia Civil indiciou o proprietário da empresa responsável pelo serviço e o operador da máquina de perfuração pelo crime de homicídio culposo majorado pela inobservância de regra técnica da profissão.
De acordo com o delegado, a perícia apontou que a máquina utilizada na perfuração foi posicionada debaixo uma rede de energia elétrica. No momento em que o equipamento foi elevado, teria tocado na fiação, provocando a descarga elétrica que atingiu o trabalhador.
Ainda conforme a investigação, Jesus Garcia não utilizava equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados e estava de chinelos no momento do acidente, circunstâncias que podem ter contribuído para a gravidade da descarga elétrica.
Com o encerramento do inquérito policial, o procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário e será remetido ao Ministério Público do Piauí, que decidirá se oferece denúncia à Justiça contra os investigados. O próprio Ministério Público já havia requisitado a abertura da investigação após os questionamentos levantados pela família da vítima.



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