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  15:19

O pastor Márcio Poncio foi preso nesta quinta-feira (2) pela Polícia Federal (PF), na 5ª fase da Operação Unha e Carne. Também há mandados de prisão contra o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, e contra o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar — ambos já estavam encarcerados.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), expediu esses 3 mandados de prisão e outros de 14 de busca e apreensão — o ex-deputado Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, é um dos alvos.

Esta etapa investiga pagamentos do jogo do bicho e da “Máfia do Cigarro” a agentes públicos.

Preso na Barra

Agentes prenderam Poncio em um flat na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. Pastor da Igreja da Nuvem e empresário, Poncio é uma figura conhecida nas redes sociais, pai da deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ) e do cantor Saulo Poncio, ex-membro da dupla UM44K. A família se envolveu em polêmicas e traições.

Poncio é investigado por possíveis ligações com a “Máfia do Cigarro”. Adilsinho, contraventor do jogo do bicho, é apontado como o chefão desse esquema (veja abaixo).

Segundo a PF, esta etapa “busca aprofundar a apuração de indícios de lavagem de dinheiro praticada pelo ‘capo’ da nova cúpula do jogo do bicho [Adilsinho] e possível ramificação do esquema junto a integrantes dos poderes Executivo e Legislativo do RJ”.

Adilsinho e Bacellar já estavam encarcerados, e o ex-deputado será transferido do Complexo Penitenciário de Bangu, em Gericinó, para um presídio federal.

Moraes também determinou o sequestro de bens e valores até R$ 22 milhões.

A ação se insere no contexto da decisão do STF no âmbito do julgamento da ADPF 635/RJ, a ADPF das Favelas, que, dentre outras providências, determinou que a Polícia Federal conduzisse investigações sobre a atuação dos principais grupos criminosos violentos em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos.

Planilhas

A 5ª fase da Unha e Carne derivou da Operação Fumus, de junho de 2021, que mirava o monopólio de cigarros no Grande Rio. Adilsinho era alvo, mas não foi encontrado.

Na ocasião, a PF encontrou planilhas com “supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de capitais”.

“As listas chamaram a atenção dos investigadores por possíveis repasses diretos de valores a agentes políticos do RJ”, explicou.

Pelo menos 20 políticos são investigados por receber mesada de Adilsinho.

Adilsinho só foi preso quase 5 anos depois, em fevereiro deste ano, em Cabo Frio. Um monitoramento por drones confirmou onde o contraventor estava.

Fonte: G1

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