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  10:41

Técnica de enfermagem diz ter sido agredida por senador Magno Malta durante exame

 Foto: Reprodução

Uma técnica de enfermagem diz ter sido agredida pelo senador Magno Malta (PL-ES) enquanto tentava realizar um exame no parlamentar. A vítima registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na noite desta quinta-feira (30). Inicialmente Malta disse que houve "falha técnica" e depois negou a agressão.

O senador foi internado após apresentar um episódio de pressão baixa ao chegar no Congresso Nacional, na manhã desta quinta. O parlamentar ia participar da sessão que derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PL) ao PL da Dosimetria.

"A vítima levou o agressor até a sala de exame, realizou a monitorização e fez o teste com o soro para o acesso. Segundo a vítima, após o início do exame, informou que iriam iniciar a injeção de contraste, momento em que a bomba identificou que havia uma oclusão e pressão, interrompendo o procedimento. Por esse motivo, a vítima entrou na sala onde estava o agressor para verificar o ocorrido e constatou que o contraste havia extravasado no braço dele", disse a vítima aos policiais.

Ainda segundo o boletim de ocorrência, a vítima informou ao senador que precisaria fazer uma compressão em seu braço, momento em que ele se levantou e, "quando a vítima se aproximou para ajudá-lo, ele desferiu um tapa forte no rosto da vítima, chegando a entortar seus óculos".

Segundo o depoimento, o parlamentar teria ainda xingado a técnica de enfermagem de "imunda" e "incompetente".
"A vítima informa que saiu da sala imediatamente e chamou a enfermeira e o médico, atendimento este que foi recusado pelo agressor".

Outro lado

Em nota, o senador afirmou que houve “falha técnica” da profissional de radiologia. Malta disse ter alertado que, no seu entendimento, o procedimento estava incorreto e que sentia fortes dores. Mais tarde, o senador voltou a se manifestar e negou a agressão.

“Diante da situação e da forma como foi tratado, o senador deixou sozinho a sala de exames (estava desacompanhado nesse momento)”, afirmou.

O parlamentar disse que o episódio foi relatado à direção do hospital e à equipe médica e disse que a técnica tenta dar sua própria versão dos fatos.

“Causa estranheza que a profissional envolvida tenha buscado registrar versão própria dos fatos, em evidente atitude defensiva diante da possibilidade de responsabilização pelo grave ocorrido”.

Os advogados dizem que analisam medidas judiciais, como ação por danos morais, notícia-crime por falsa comunicação de crime e representação no Conselho Regional de Enfermagem (Coren-DF), além de possível responsabilização do hospital.

Em nota, o hospital afirma que abriu uma apuração administrativa sobre o fato ocorrido e que "vem dando todo o suporte à colaboradora que relatou ter sido vítima de agressão".

Fonte: G1

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