Joelmir Fagner Barros Ferraz, de 34 anos, suspeito de estuprar uma servidora comissionada dentro da Delegacia-Geral da Polícia Civil do Piauí, foi transferido para a Cadeia Pública de Altos após decisão da Justiça.
A transferência ocorreu após o investigado passar por audiência de custódia na última sexta-feira (20). Na ocasião, a Justiça determinou a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, o que mantém o acusado detido por tempo indeterminado enquanto o caso segue sob investigação.
Na manhã dessa segunda-feira (23), a Polícia Civil do Piauí convocou a imprensa para repassar mais informações sobre o caso e afirmou que todas as medidas necessárias para esclarecer o crime estão sendo adotadas, desde o momento em que Joelmir Fagner Barros Ferraz foi preso.
Cronologia dos fatos
Durante a coletiva, o delegado geral Luccy Keiko detalhou que o crime ocorreu por volta de 13h40 da última quinta-feira (19). Na ocasião, a vítima foi socorrida, inicialmente, por outra servidora que passava próximo a sala onde ela trabalhava e que, ao perceber a situação em que a colega se encontrava, desacorda e com bastante sangue, decidiu pedir socorro.
“As informações iniciais são de que outra servidora, que havia saído da sala para o almoço, retornou para pegar um capacete que havia esquecido. Quando ela passou em frente à sala onde se encontravam os dois [acusado e vítima], ouviu umas pancadas e se assustou. Quando ela retornou, o servidor que foi preso estava abrindo a porta, e ela viu a vítima caída. Nesse momento ele pediu ajuda, dizendo que ela tinha passado mal. Foi aí que passamos para os primeiros socorros”, afirmou a autoridade policial.
De imediato, o delegado-geral afirmou que foram prestados os primeiros atendimentos e após constatação da suspeita de estupro foi feita a condução do acusado para a Casa da Mulher Brasileira. “Nós providenciamos socorro imediato. Primeiro, fomos socorrê-la e estabiliza-la, depois verificar o que ocorreu. Ela foi encontrada em uma sala e nessa sala havia esse outro funcionário terceirizado, ele foi questionado, disse que ela entrou na sala dele e de repente passou mal e caiu, essas foram as informações iniciais”, disse.
Preso apresentou versões contraditórias e foi preso
Já com a confirmação do hospital de que a vítima tinha sofrido violação sexual, o acusado, em um segundo depoimento, confessou o ato, mas alegou que a prática havia sido consensual. “Já no segundo interrogatório, com a presença do advogado dele, e de posse de algumas informações, fiz perguntas mais diretas ele já mudou o depoimento. Nesse interrogatório, ele já admitiu o fato, mas tentou culpar a vítima, alegando que tinha sido consensual, de pronto não acreditamos porque a vítima foi encontrada com sangue, aparente luxação no punho, totalmente inconsciente e não pediu ajuda imediata. A conduta dele foi muito estranha, então aliando esse fato da forma como ela foi encontrada, com ele sozinho na sala, admitindo que houve ato sexual, que tinha negado anteriormente, considerando o relato da servidora, constatamos que se tratava do crime de estupro. Ele foi levado para a Casa da Mulher Brasileira, depois passou por audiência de custódia e foi decretada a prisão preventiva”, completou o delegado geral Luccy Keiko.
Delegado Luccy Keiko pediu demissão de servidor acusado de estuprar servidora
O delegado Luccy Keiko informou que pediu a demissão de Joelmir Fagner Barros Ferraz logo após sua prisão, ocorrida na última quinta-feira (19).
Segundo o delegado, o caso é considerado extremamente grave e exige revisão de protocolos de segurança. “A gente não pode simplesmente confiar nas empresas de terceirização. A regra é que haja checagem de antecedentes, mas, diante de um evento como esse, precisamos redobrar todas as cautelas. A gente sabe que crimes contra a mulher, infelizmente, acontecem com frequência tanto no ambiente doméstico quanto no ambiente de trabalho. É um fato lamentável, mas que precisa servir de aprendizado”, concluiu.


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