O espanhol Oliver Laxe, diretor do filme “Sirāt”, provocou polêmica ao dizer, durante uma entrevista à televisão espanhola nesta semana, que o brasileiro votaria até em um sapato, referindo-se aos brasileiros que votaram para indicar “Agente Secreto” para concorrer ao Oscar de melhor filme internacional, mesma categoria de “Sirāt”.
A fala de Oliver estava contextualizando a ideia de que todos os brasileiros deveriam votar, quase óbvio, no filme brasileiro e não no espanhol. A Academia do Oscar tem cerca de 10 mil membros que votam nas indicações e nos vencedores da premiação. Cerca de 70 deles são brasileiros.
“Há muitos brasileiros na Academia e nós os adoramos, mas eles são ultranacionalistas. Acho que, se os brasileiros inscrevessem um sapato no Oscar, todos votariam nele”, disse Laxe na TVE, emissora pública espanhola.
Os brasileiros reagiram em dois sentidos: houve quem criticou o cineasta pela fala e houve quem levou para o lado político do voto, propriamente, gerando aquela farra dos dois lados que dividem as atenções políticas entre lulistas e bolsonaristas, fazendo acusações uns aos outros.
O conflito entre partidários acabou levantando uma reflexão em quem pensa além da urna: será que o cineasta espanhol, no final das contas, está certo?
"En la Academia hay mogollón de brasileños y los queremos un mogollón pero son ultranacionalistas. Yo creo que los brasileños presentan un zapato a los Oscar y lo votan todos".
— Premios Oscar (@PremiosOscar) January 22, 2026
No sabe dónde se ha metido. DEP Oliver Laxe. pic.twitter.com/NslP1u8VKa


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