Na manhã desta terça-feira (28/04), o Grupo de Atuação Especializado em Combate ao Crime Organizado (GAECO) juntamente com o Ministério Público (MP), realizaram uma operação em apoio à Operação K9, deflagrada pelo Gaeco do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
O mandado foi cumprido na Rua Justino Moura no Bairro de Fátima em Campo Maior (PI) no endereço onde mora a Vereadora Michele Maroca com sua família. O objetivo da operação é de aprofundar a coleta de provas, desarticular o grupo investigado e interromper as atividades ilícitas. Várias viaturas tanto do GAECO, quanto do BOPE e do MP, além de cães farejadores participaram da operação.
O GAECO informou ao Campo Maior em Foco, que durante a operação foi realizado uma busca e apreensão tendo como alvo o cunhado da vereadora, identificado como Francisco Hernando de Araújo Gomes. Segundo a apuração criteriosa feita por nossa reportagem, os policias não chegaram a adentrar na residência da parlamentar, que fica no mesmo terreno.

Vizinhos que testemunharam a operação relataram ao Em Foco que os policiais pularam o muro logo no início da manhã e saíram quase duas horas depois levando muitos documentos, mas não confirmam se houve prisões.
A ação contou com a atuação integrada de diversas forças de segurança pública, incluindo a Polícia Civil do Estado do Piauí (PCPI) e a Polícia Militar do Estado do Piauí (PMPI), reforçando a importância da cooperação interinstitucional no enfrentamento à criminalidade organizada.
Ao todo, a operação visa cumprir 47 mandados entre busca e apreensão e de prisão.

DO QUE SE TRATA?
A operação faz parte de uma investigação da Polícia Federal revelada no ano passado. De acordo com a acusação feita pelo promotor Rafael Moreno Machado do Ministério Público de Minas Gerais no Processo nº 0156836-52.2024.8.13.0024, Ricele Maroca, irmão da vereadora Michele Maroca, teria praticado o crime de lavagem de dinheiro para o tráfico de drogas entre novembro de 2023 a junho de 2025.
O promotor alega na denúncia, que Francisco Hernando e Vivian Medeiros foram cooptados por Ricele Maroca para atuar em unidades de desígnios em Campo Maior, ou seja, realizar múltiplos atos criminosos.
MOVIMENTAÇÃO MILIONÁRIA
Em apenas uma conta, Ricelle recebeu R$ 3.234.824,46 (três milhões, duzentos e trinta e quatro mil, oitocentos e vinte a quatro reais e quarenta e seis centavos). No mesmo período, ele debitou R$ 3.235.350,00. Em uma segunda conta, o campomaiorense recebeu R$ 589.171,00 (quinhentos e oitenta e nove mil, cento e setenta e um reais) e debitou R$ 595.739,77 no mesmo período, entre transferências e pagamentos de boletos de terceiros, o que caracteriza, segundo o promotor Rafael Moreno, “contas de passagem” para lavar dinheiro de origem ilícita. O promotor afirma ainda que Ricelle cobrava 1% do montante movimentado em suas contas. Conversas por aplicativos indicam como funcionava o esquema.
Segundo a Polícia Federal, o esquema de lavagem de dinheiro não envolvia apenas Ricelle. Dois réus, Igor Alexsander Donato Valério e Mateus da Silva Rocha, ambos presos, lideravam dois grupos com o mesmo modus operandi, mas sem ligação direta um com o outro.
OUTRO LADO
Na época, Michele Maroca emitiu uma nota (VEJA AQUI) informando que não tem qualquer relação com o fato e que não é alvo de nenhuma investigação. Até o momento não teve nenhum pronunciamento da parlamentar e de nenhum de seus parentes sobre a operação desta terça-feira.
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