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  11:29

Servidora encontrada desacordada na Delegacia-Geral do PI está na UTI; polícia apura estupro

A servidora encontrada desacordada e com sangramento dentro da Delegacia-Geral da Polícia Civil do Piauí, em Teresina, está internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e não tem previsão de alta, de acordo com a advogada dela. A polícia suspeita de que ela tenha sido vítima de estupro.

Um prestador de serviços terceirizado que trabalhava na mesma sala da servidora foi autuado em flagrante por estupro, na Casa da Mulher Brasileira, e teve a prisão convertida em preventiva na audiência de custódia. A defesa do suspeito afirmou que vai se manifestar somente após o "devido esclarecimento dos fatos" e desejou "plena recuperação" à vítima.

Em nota enviada à imprensa, a advogada Nathalia Freitas informou que, durante o período de internação, a servidora ficou entubada por aproximadamente três dias. A família busca transferi-la para um hospital particular e aguarda um posicionamento do plano de saúde estadual quanto à disponibilidade de vaga.

"Mesmo sob cuidados intensivos, a vítima apresenta episódios de extrema agitação, demonstrando estado de pânico, com gritos constantes por socorro e pedidos de proteção, além de relatar dores e apresentar movimentos involuntários compatíveis com reação de defesa", disse Nathalia.

"O quadro inclui, ainda, significativa confusão mental, o que reforça a gravidade da violência sofrida e a necessidade de cautela na divulgação de informações", acrescentou a advogada.

A defesa da vítima também observou que informações sobre um suposto relacionamento entre a servidora e o prestador de serviços são "absolutamente prematuras".

"A vítima sequer recuperou sua plena consciência para relatar os fatos sob sua perspectiva, sendo indispensável o respeito ao seu direito de fala no momento oportuno", completou.

Polícia vê indícios de estupro

O delegado-geral da Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko, afirmou que há indícios de estupro no caso da servidora. Ela foi encontrada desacordada e com sangramento dentro da Delegacia-Geral, na quinta-feira (19).

De acordo com Luccy, as investigações reuniram provas e depoimentos que apontam para o crime. "A servidora foi encontrada em uma das salas do pavimento superior do prédio. Ela foi levada ao hospital e, em seguida, os policiais fizeram diligências para entender o ocorrido", informou.

"Havia um prestador de serviços na sala, juntamente com a servidora. As informações dele foram contraditórias e, ao confrontá-las com outras provas obtidas no hospital e com servidoras do prédio, entendemos haver elementos indicativos de um crime de estupro", completou o delegado-geral.

Ainda segundo o delegado-geral, o prestador de serviços cumpre a prisão preventiva em uma penitenciária enquanto a polícia conclui a investigação e acompanha a vítima.

"Lamentamos esse fato gravíssimo e lamentável. Vamos esperar que a vítima se recupere para que possamos, inclusive, conversar com ela e obter mais detalhes”, concluiu Luccy Keiko.

Fonte: G1

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