O engenheiro Carlos Eduardo Marques Ângelo, de 25 anos, suspeito de atropelar e matar o motociclista Edson Barbosa Dias, de 47 anos, foi exonerado do Departamento de Estradas de Rodagem do Piauí (DER-PI). A exoneração foi assinada na segunda-feira (16) pelo governador Rafael Fonteles (PT).
A medida foi tomada após o acidente ocorrido no domingo (15), na Avenida Frei Serafim, Centro-Sul de Teresina. Carlos Eduardo era servidor comissionado e foi designado, dois dias antes do acidente, como assessor técnico da Diretoria de Engenharia do DER.
Procurado pela TV Clube na segunda, o órgão confirmou o vínculo, se solidarizou com a família de Edson Barbosa e informou que iria adotar os procedimentos administrativos necessários.
Carlos passou por audiência de custódia também na segunda, durante a qual a Justiça manteve a prisão dele. Ele foi autuado por homicídio qualificado com dolo eventual — quando alguém causa a morte de outra pessoa assumindo o risco de matar e dificultando a defesa da vítima, crime com pena de 12 a 30 anos.
O caso é investigado agora pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Trânsito (DRCT), que poderá indiciar o suspeito, ou seja, apontar indícios de que ele cometeu o crime.
Como foi o acidente
O acidente ocorreu no cruzamento entre as avenidas Frei Serafim e Miguel Rosa, em Teresina. Vídeos de câmeras de segurança registraram o momento em que o carro de Carlos Eduardo atingiu violentamente a traseira da moto de Edson, que estava parado no semáforo.
A moto foi arrastada até próximo do cruzamento da Frei Serafim com a Rua 19 de Novembro. O corpo de Edson foi levantado do veículo, girou várias vezes no ar e foi arremessado para a frente até cair perto de um posto de combustíveis.
Segundo o delegado Odilo Sena, da Central de Flagrantes de Teresina, o engenheiro apresentava "sinais evidentes de alteração da capacidade psicomotora". A perícia da Polícia Civil também encontrou no carro uma garrafa de cerveja, uma pequena trouxa de maconha e um isqueiro.
Além disso, os peritos perceberam, de forma inicial, que ele não freou antes de bater o veículo contra a moto de Edson. A placa da moto ficou presa ao para-choque do carro, o que indicou a "extrema violência da colisão", de acordo com o delegado.


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