A cadela farejadora Iara, que integrava a equipe do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará e faria parte da força-tarefa que trabalha para localizar as crianças desaparecidas há 12 dias em Bacabal (MA), morreu na madrugada desta quinta-feira (15), enquanto se deslocava do Ceará para o Maranhão.
De acordo com os militares do Corpo de Bombeiros, o animal morreu antes de iniciar o trabalho de busca por Àgatha Isabelly, de 6 anos e, Allan Michael de 4 anos, desaparecidos há 12 dias no Maranhão.
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De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Ceará, Iara apresentou no trajeto para o Maranhão sintomas compatíveis com torção gástrica já nas proximidades do destino final.

Ela não resistiu e morreu nos braços do condutor, identificado como sargento João, que integra a equipe cearense.
Sob honras, uma homenagem para a cadela Yara foi realizada no povoado Santa Rosa (veja o vídeo acima). A cerimônia reuniu uma integrantes das equipes envolvidas nas buscas e foi comandada pelo Coronel do Corpo de Bombeiros do Maranhão, Célio Roberto.
Em nota, o Corpo de Bombeiros do Ceará lamentou a morte do animal que era conhecido pelo seu temperamento singular, pela dedicação ao trabalho e pela forte conexão com a tropa e, ainda, se solidarizou com o o efetivo da Companhia de Busca com Cães do Ceará.
Buscas pelas crianças chegam ao 12º
As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos em Bacabal, no interior do Maranhão, entraram nesta quinta-feira (15), no 12º dia e passam para uma nova etapa: equipes do Corpo de Bombeiros já iniciaram uma operação de mergulho em um lago a cerca de 2 km do povoado São Sebastião dos Pretos, local de onde as crianças saíram no último dia 4 de janeiro.
Segundo o comandante da operação, Cleyton Cruz, do Corpo de Bombeiros, a área do lago começou a ser vistoriada ainda na quarta-feira (14), com varredura na mata e no lago, e o mergulho deve ser intensificado a partir desta quinta-feira (15). A expectativa é que o trabalho no lago dure cerca de três dias, para que nenhum ponto deixe de ser verificado.
De acordo com os bombeiros, os mergulhadores atuam lado a lado para ampliar o alcance da varredura e identificar qualquer objeto que possa ajudar nas investigações.
Além da operação no lago, as equipes continuam as buscas em trilhas, caminhos e veredas próximas ao povoado, em áreas que podem ter sido percorridas pelas crianças. Nesta etapa, os trabalhos também avançam para a mata mais fechada. Até o momento, não foram encontrados vestígios das crianças.




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