“Só vamos parar quando encontrarmos as duas crianças que estão faltando”, afirmou o coronel Wallace Amorim, comandante-geral da Polícia Militar do Maranhão (PM-MA).
Segundo o coronel, as buscas pelos irmãos Ágata Isabelle e Allan Michael que chegam ao 9º dia nesta segunda-feira (12), contam até com o apoio de militares que estavam de férias, de folga, entre outras condições.
“Militarismo não trabalha, somos vocacionados. Muitos policiais aqui estão de férias, licença prêmio, na sua folga, indo para ajudar. Assim como a sociedade local, que acompanha aqui dentro dos matos. A gente encontra muita gente a pé, a cavalo, de moto”, destacou o comandante da PM-MA.

Nesse domingo (11), a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) informou ao g1 que a força-tarefa permanece mobilizada e totalmente empenhada em localizar os dois irmãos.
“Todas as forças de segurança que atuam na região, com apoio de voluntários, seguem realizando buscas intensivas. A área apresenta características de difícil acesso, com grandes trechos de mata densa, presença de palmeiras e árvores de grande porte, áreas com vegetação espinhosa, trechos descampados e secos, além de áreas alagadas e diversos cursos d’água”, destacou a SSP-MA, por meio de nota.
Ainda de acordo com a SSP, as bases de buscas estão montadas em dois pontos estratégicos: no povoado São Sebastião dos Pretos, local de residência das crianças, e no povoado Santa Rosa, nas proximidades da mata onde Anderson Kauã foi localizado. As duas localidades ficam distante cerca de 20 km da sede do município de Bacabal.
Em ambos os locais, a Prefeitura de Bacabal estruturou uma ampla logística para dar suporte às forças de segurança e aos voluntários, com tendas, alimentação, água, ambulância e outros.
Peritos do IPCA chegam a Bacabal
A SSP-MA informou ainda que, paralelo às buscas, a Polícia Civil segue investigando o caso. E, como parte das apurações, a Perícia Oficial realiza todos os levantamentos periciais necessárias para a obtenção de elementos que possam contribuir para a localização das crianças.
Nesse domingo(11), quatro peritos do Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes (IPCA) chegaram em Bacabal para acompanhar o caso. A equipe multidisciplinar inclui psicólogo e assistente social, que estão realizando perícias psicológica e social, ouvindo os parentes das crianças.
O menino Anderson Kauã também será ouvido pelo IPCA quando houver autorização dos órgãos de proteção à criança e ao adolescente.
O IPCA é um órgão governamental da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Maranhão, vinculado à Perícia Oficial de Natureza Criminal. O Instituto realiza perícia médico legal, psicológica e social em crianças e adolescente, supostamente vítimas de violência sexual, a fim de subsidiar inquéritos policiais ou processos judiciais.
Peças de roupas infantis encontradas em área de matagal

Na manhã desse domingo, voluntários encontraram peças de roupas infantis em uma região de mato, dentro da área de buscas pelos irmãos Ágata Isabelle e Allan Michael.
Segundo um dos voluntários, as peças estavam perto de uma grota, em região de mato alto, ainda dentro do povoado quilombola São Sebastião dos Pretos, onde as crianças sumiram. Além das roupas, havia uma xícara de porcelana. A Polícia Civil deve analisar as peças.
Essa é a segunda vez que roupas infantis são encontradas na região de mata durante as buscas. No fim da manhã de quinta-feira (8), um calção e uma sandália foram localizados em uma área de mato. Após investigação da Polícia Civil, constatou-se que as peças eram do menino Anderson Kauã, que estava desaparecido junto com os primos Ágata e Allan e foi encontrado por carroceiros ainda na quinta.
A SSP-MA destacou que a força-tarefa coordenada pela Secretaria mobiliza mais de 500 agentes, entre policiais civis, policiais militares, bombeiros militares, Força Estadual, Centro Tático Aéreo (CTA), Inteligência, Perícia Oficial, equipes da Prefeitura de Bacabal, por meio da Guarda Municipal, Defesa Civil e homens do Batalhão de Infantaria de Selva do Exército Brasileiro.
Há, ainda, a participação de voluntários da comunidade local e regiões vizinhas. Ao todo, mais de 600 pessoas, entre agentes de segurança e voluntários, buscam pelos irmãos, de acordo com infomações oficiais da Segurança Pública do Maranhão.
De acordo com o tenente-coronel Marcos Bittencourt, o terreno é irregular, com poucas trilhas, difícil acesso e diferentes tipos de vegetação. A região não possui energia elétrica e apresenta riscos adicionais, como a presença de armadilhas instaladas por caçadores, prática comum na área.
A procura pelas crianças também estão sendo feitas em outras áreas.




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